Sindpd-RJ participa de Encontro Regional de trabalhadores das Empresas Particulares

 

Aconteceu no início de julho, em Brasília – DF , o Encontro Regional de Trabalhadores(as) das Empresas Particulares das regiões Centro-Oeste, Sul e Sudeste. Organizado pela Secretaria de Empresas Privadas da Fenadados com a participação de dirigentes sindicais dos estados que compõem as 3 regiões, entre eles o Sindpd-RJ, o Encontro deu oportunidade para serem […]


Publicado por em 14/07/2026.

Aconteceu no início de julho, em Brasília – DF , o Encontro Regional de Trabalhadores(as) das Empresas Particulares das regiões Centro-Oeste, Sul e Sudeste.

Organizado pela Secretaria de Empresas Privadas da Fenadados com a participação de dirigentes sindicais dos estados que compõem as 3 regiões, entre eles o Sindpd-RJ, o Encontro deu oportunidade para serem discutidos temas de relevância para a categoria, os quais serão submetidos ao Encontro Nacional, a ser realizado no próximo mês de Agosto na cidade de Fortaleza- CE.

O Encontro, que teve assessoramento do Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos) foi marcado por fortes debates, que levantaram questões da maior importância para a categoria, conforme resumimos abaixo:

Crescimento da TI reforça a necessidade de proteger direitos e fortalecer a representação sindical

O setor de Processamento de Dados, Informática e Tecnologia da Informação segue em expansão no Brasil, alcançando 779.191 trabalhadores formais em 2025, um crescimento de 10,3% em relação a 2022. Apesar dos números positivos, o avanço do mercado vem acompanhado de desafios que exigem maior proteção aos trabalhadores e fortalecimento da negociação coletiva.

Os dados mostram que a Região Sudeste concentra 56,8% dos empregos formais do setor, seguida pelas regiões Sul (19,4%) e Centro-Oeste (9,1%). Essa concentração evidencia as desigualdades regionais na geração de empregos e na remuneração dos profissionais.

Desigualdade de gênero

Outro dado preocupante é a persistência da desigualdade salarial entre homens e mulheres. Embora representem cerca de 37% da força de trabalho, as mulheres continuam recebendo entre 25% e 28% menos que os homens nas três regiões analisadas, demonstrando que a igualdade de oportunidades ainda está longe de ser uma realidade.

Pejotização é retrocesso trabalhista

Além disso, a crescente prática da pejotização tem colocado em risco direitos históricos da categoria. Ao substituir contratos de trabalho por pessoas jurídicas ou MEIs, empresas deixam de garantir benefícios como férias, 13º salário, FGTS e proteção previdenciária, transferindo ao trabalhador os riscos da atividade econômica. Essa prática também gera prejuízos aos cofres públicos e enfraquece a organização coletiva dos profissionais.

Teletrabalho

O avanço do teletrabalho reforça ainda mais a importância da atuação sindical. Graças às negociações coletivas, a categoria conquistou garantias como ajuda de custo para despesas do Home Office, reembolso de gastos relacionados ao trabalho e o direito à desconexão, fundamental para preservar a saúde física e mental dos trabalhadores.

Para a diretoria do Sindpd-RJ, o crescimento da tecnologia precisa estar acompanhado da valorização dos profissionais e do respeito aos direitos trabalhistas. O desenvolvimento do setor não pode servir de justificativa para a precarização das relações de trabalho nem para a redução das garantias conquistadas ao longo das últimas décadas.

Fortalecer os sindicatos, ampliar a negociação coletiva e combater práticas como a pejotização são medidas essenciais para assegurar que a inovação tecnológica caminhe lado a lado com trabalho digno, remuneração justa e proteção social para todos os profissionais de Tecnologia da Informação.