Selic a 15% é rombo no bolso da população brasileira

 

A decisão do Banco Central de manter a taxa Selic em absurdos 15% ao ano representa mais um duro golpe contra a classe trabalhadora brasileira. Trata-se de uma política monetária que favorece o sistema financeiro e a especulação, enquanto sufoca quem vive do próprio trabalho. Juros tão elevados encarecem drasticamente o crédito. Empréstimos pessoais, financiamentos […]


Publicado por em 03/02/2026.

A decisão do Banco Central de manter a taxa Selic em absurdos 15% ao ano representa mais um duro golpe contra a classe trabalhadora brasileira. Trata-se de uma política monetária que favorece o sistema financeiro e a especulação, enquanto sufoca quem vive do próprio trabalho.

Juros tão elevados encarecem drasticamente o crédito. Empréstimos pessoais, financiamentos e, sobretudo, o uso do cartão de crédito tornam-se armadilhas financeiras. As taxas cobradas chegam a patamares abusivos, incompatíveis com a realidade salarial da maioria da população.

O resultado é conhecido e perverso: aumento do endividamento das famílias e crescimento da inadimplência. Trabalhadoras e trabalhadores passam a comprometer parte significativa de sua renda apenas para pagar juros, não o principal da dívida.

Essa política desestimula o crescimento econômico, pois inibe investimentos, reduz o consumo e aprofunda a desigualdade social.

A Central Única dos Trabalhadores divulgou nota dura contra essa política do Banco Central, na qual declara:

A manutenção da Selic em 15% enquanto favorece o mercado financeiro e os rentistas ao permitir ampliar seu lucro com títulos da dívida pública sem gerar emprego, renda ou investimento produtivo, promove um boicote ao povo brasileiro com impacto direto no orçamento das famílias que enfrentam juros abusivos  em empréstimos, cartões de crédito e financiamentos. O resultado dessa política conservadora do BC é o aumento do endividamento, da inadimplência e da deterioração das condições de vida, mesmo com a queda do desemprego.

Além disso, a decisão do Banco Central penaliza o Governo Federal ao impor o deslocamento de bilhões de reais de áreas essenciais como saúde, educação e infraestrutura para o pagamento de juros da dívida pública“.

Defendendo a redução imediata da taxa Selic, a direção da CUT prossegue em sua nota: “O argumento do Banco Central da necessidade de manter juros elevados para conter inflação não se sustenta, uma vez que a inflação atual, além de estar controlada, decorre de choques de custo – como preços internacionais – e não de excesso de demanda. O que essa decisão  comprova é a profunda desconexão da política do COPOM com as necessidades sociais do povo brasileiro, aprofundando a desigualdade e sabotando os esforços do governo federal para impulsionar a economia”.