Quando uma empresa escolhe ignorar deliberadamente a representação legítima da categoria profissional, ela não está apenas cometendo uma irregularidade administrativa. Está afrontando a legislação trabalhista, desrespeitando decisões judiciais e atacando diretamente os direitos dos trabalhadores e trabalhadoras. O resultado dessa gestão voltada unicamente para o lucro e, consequentemente, para encher o bolso dos patrões, é […]
Quando uma empresa escolhe ignorar deliberadamente a representação legítima da categoria profissional, ela não está apenas cometendo uma irregularidade administrativa. Está afrontando a legislação trabalhista, desrespeitando decisões judiciais e atacando diretamente os direitos dos trabalhadores e trabalhadoras.
O resultado dessa gestão voltada unicamente para o lucro e, consequentemente, para encher o bolso dos patrões, é a retirada de dinheiro do bolso dos trabalhadores e trabalhadoras.
É exatamente isso que vem acontecendo com a empresa Stefanini que, para tirar direitos e dinheiro do bolso de seus empregados e empregadas, insiste em negociar com uma entidade sem legitimidade legal para representar a categoria, o Sindierj, mesmo após a Justiça já ter definido de forma clara que quem possui a representação sindical dos profissionais de Tecnologia da Informação no estado do Rio de Janeiro é o Sindpd-RJ.
Ao agir dessa forma, a Stefanini tenta impor acordos coletivos rebaixados, retirar direitos históricos, enfraquecer a organização coletiva e criar um ambiente de insegurança jurídica para os trabalhadores e trabalhadoras. Trata-se de uma prática grave, antiética, antissindical e ilegal. É a velha lógica patronal de buscar sindicatos frágeis ou sem representatividade para reduzir custos às custas da dignidade humana e das conquistas da categoria. O nome disso é capitalismo selvagem!
Não há a opção de “livre escolha” do sindicato com o qual a empresa pode negociar, quando a representação sindical já foi definida judicialmente. O que existe é descumprimento da lei, afronta à Convenção Coletiva de Trabalho e tentativa explícita de precarização de direitos, salários e das relações de trabalho.
Para citar apenas alguns exemplos desse verdadeiro ataque que os trabalhadores e trabalhadoras da Stefanini estão sofrendo, vamos citar três itens do acordo fajuto firmado com o Sindierj:
1) O acordo garante ao sindicato fajuto descontar dos trabalhadores e trabalhadoras, a título de Contribuição Assistencial, mensalmente, R$ 35,00 (Cláusula Vigésima Quinta, Parágrafo 6º). E mais: ao contrário do Sindpd-RJ, que facilita o envio das cartas de oposição por e-mail, o tal sindicato exige que as mesmas sejam enviadas por correio, registradas!
2) O reajuste salarial “combinado” com o Sindierj não cobre sequer a inflação oficial, sendo 1,06% menor que a obtida pelo Sindpd-RJ no mesmo período.
3) O pagamento de horas extras em domingos e feriados é 50% menor do que o valor previsto na Lei (CLT) e na Convenção Coletiva de Trabalho negociada e assinada pelo Sindpd-RJ com o TI-Rio.
Não vamos citar todas as cláusulas achatadas, que prejudicam os trabalhadores e trabalhadoras, porque o texto ficaria grande demais. São muitas! Mas se você quiser conferir o tamanho do roubo que seu patrão e os “sindicalistas” em conluio com ele estão praticando contra você, basta clicar no link ao final da matéria, e conferir a quantidade de direitos desrespeitados com os “acordos” firmados pela Stefanini com um sindicato que não tem representação legal da categoria. Compare direitos conquistados pelo Sindpd-RJ e o que você está recebendo todo mês, sem perceber o tamanho do prejuízo que está sofrendo!
O Sindpd-RJ não aceitará passivamente esse ataque aos direitos da categoria. A diretoria do sindicato tomará todas as medidas judiciais cabíveis contra a Stefanini e quaisquer outras empresas que insistirem nessa prática abusiva, incluindo ações por descumprimento de representação sindical e violação da Convenção Coletiva.
Nenhuma empresa está acima da lei. Os trabalhadores de TI merecem valorização e direitos respeitados — não acordos rebaixados e negociações feitas à margem da legalidade.
Sempre que direitos forem atacados, o Sindpd-RJ responderá com organização, mobilização e enfrentamento jurídico. Porque defender a categoria não é opção. É dever.
Clique no link abaixo e confira o tamanho do seu prejuízo: