Privatização da Celepar: um atentado contra o interesse social

 

A notícia de que o governo do Paraná pretende privatizar a Celepar – Companhia de Tecnologia da Informação e Comunicação do Paraná, é um verdadeiro absurdo que precisa ser denunciado e combatido por todos os que defendem o serviço público voltado aos interesses da sociedade. A Celepar não é apenas mais uma empresa estatal: ela […]


Publicado por em 16/09/2025.

A notícia de que o governo do Paraná pretende privatizar a Celepar – Companhia de Tecnologia da Informação e Comunicação do Paraná, é um verdadeiro absurdo que precisa ser denunciado e combatido por todos os que defendem o serviço público voltado aos interesses da sociedade. A Celepar não é apenas mais uma empresa estatal: ela é responsável por processar, armazenar e proteger dados estratégicos do Estado e da população.

Estamos falando de informações que envolvem saúde, segurança, gestão fiscal, educação e políticas sociais. Entregar essa estrutura ao setor privado significa abrir mão de um patrimônio que pertence ao povo paranaense e brasileiro, colocando em risco a segurança das informações e o próprio funcionamento da máquina pública.

Os defensores da privatização recorrem sempre ao mesmo discurso vazio de “modernização” e “eficiência”. Mas todos sabemos que, na prática, privatizar significa precarizar. Significa transferir para o mercado uma atividade essencial, que passará a ser orientada pela lógica do lucro e não pelo interesse coletivo.

O governo Ratinho Junior (PSD) marcou audiência pública para possíveis compradores da empresa que concentra dados sigilosos dos paranaenses, mas a oposição conseguiu medida cautelar contra a realização dessa audiência.

No dia 11 de setembro, o Tribunal de Contas do Estado do Paraná referendou a medida cautelar e suspendeu o processo de privatização, apontando graves falhas que confirmam o que já vinha sendo denunciado por trabalhadores, entidades sindicais e especialistas. O TCE destacou a ausência de estudos consistentes, a falta de garantias quanto à proteção de dados, lacunas na governança e riscos financeiros para o Estado. É a prova de que a pressa do governo em leiloar a empresa não tem nada a ver com modernização, mas com interesses escusos. O governo do estado tenta agora reverter a suspensão.

A tentativa de privatização da Celepar não pode passar em silêncio. É um projeto que atende unicamente a interesses privados e que ameaça diretamente a democracia e a privacidade dos cidadãos.

O patrimônio público deve ser defendido e fortalecido — e não entregue a preço de banana ao “mercado”.